Dta Patricia Sequeira nos fala sobre sua participação como consultora externa do estudo global de infecções global (12 abril 2019)

 

      - Qual é o papel do Conselho Consultivo Externo dentro do estudo global de infecções cerebrais?

O conselho consultivo externo tem como papel principal oferecer visões, aconselhamentos sobre estratégias e direcionamentos para o estudo, além de apoiar no desenvolvimento de redes de atuação local, nacional e internacional.

      - Na sua opinião, por que o Conselho é tão importante para esse tipo de estudo?

Os membros do conselho são especialistas de diferentes áreas de atuação relacionadas a infecções cerebrais e portanto, atuando em conjunto, são capazes de desenvolver e apresentar uma visão global sobre o andamento do estudo.   

     - Por que você quer se envolver neste estudo como membro do Conselho e quais são seus objetivos?

Atuar como membro do conselho é altamente relevante para mim, uma vez que poderei, com a minha experiência em diagnóstico laboratorial, contribuir efetivamente com as ações do estudo para a melhoria no diagnóstico e consequente tratamento de pacientes afetados por doenças neurológicas. 

     - Voce pode nos falar sobre os outros membros do Conselho?

Dr Charles Newton é o coordenador do Conselho e professor de psiquiatria da Universidade de Oxford;

Dr V Ramasubramanian é diretor da Capstone Clinic, Chennai, India e especialista em Doenças Infecciosas;

Dra Rosanna Peeling é especialista em métodos diagnósticos e diretora do International Diagnostics Centre na London School of Health and Tropical Medicine, UK.

     - Na sua avaliacão, qual é o alcance do projeto global de infecções cerebrais?

Espero que o projeto tenha êxito em implementar métodos diagnóstico e intervenções para o tratamento de doenças neurológicas, de forma a impactar positivamente nos sistemas de saúde pública dos países envolvidos. Além disso, espero que sejam criadas redes de atuação, que viabilizem a interação entre os países.

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Nós entrevistamos Noemia Siqueira da LSTM sobre seu trabalho como economista de saúde (21 março 2019)

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Evento aborda desenvolvimento de pesquisas três anos após a epidemia de zika (18 março 2019)

O zika vírus era tema de um seminário internacional, no Centro de Pesquisas Aggeu Magalhães (CPqAM/Fiocruz), em 12 de março. O evento "Zika Vírus Três Anos após a Epidemia - Pesquisas em desenvolvimento e perspectivas de novas parcerias Pernambuco - Reino Unido" foi realizado no auditório da Fiocruz Pernambuco, na Cidade Universitária. Com um público-alvo formado por pesquisadores, alunos, gestores de saúde e comunidade em geral, o encontro visa discutir os projetos que estão sendo desenvolvidos conjuntamente entre os dois países, apresentar resultados e estabelecer novas perspectivas de parcerias de pesquisas entre instituições pernambucanas e o Reino Unido.

O evento contou com a participação de pesquisadores nacionais e internacionais de renome no campo das arboviroses. O pesquisador Bhagteshwar Singh, da Universidade de Liverpool, falaou sobre os estudos do Instituto Nacional de Pesquisa em Saúde do Reino Unido relacionados à infecção cerebral aguda causada pelo vírus zika. Suzannah Lant, também da Universidade de Liverpool, abordou a pesquisa colaborativa que foca as doenças neurológicas associadas ao zika.

Dois dos palestrantes brasileiros eram os pesquisadores André Siqueira, médico do Instituto Nacional de Infectologia Evandro Chagas (INI/Fiocruz) e Tereza Lyra, da Fiocruz PE. Eles falaram sobre os “Desafios e oportunidades na pesquisa clínica em chikungunya em um estudo multicêntrico” e sobre os “Impactos sociais nas famílias de crianças com síndrome da zika congênita”, respectivamente.